domingo, 21 de setembro de 2008
Crônica de alguém que ama
Amar não dói, ser correspondido, sim. Criam-se expectativas, que serão cumpridas, ou não. Nunca se sabe. Nunca se pode saber. Perde a graça o conhecimento do futuro. Amor é feito de sonhos, fantasias baseadas numa realidade. Corresponder significa acreditar no surreal, ser surreal também, compartilhar do mesmo sonho que é construir uma igual realidade. Corresponder dói porque é compartilhar da dor alheia e dar ao outro suas próprias alegrias; porque é se entregar e perder o controle das próprias pernas; porque é ser envolvido por um torpor que nunca pode acabar.
Nada pior que amar e ser correspondido, começam as obrigações para consigo mesmo. O mesmo fervor ao sentir a água pingar nula nos dias de inverno sente-se quando se ama. Há apenas a diferença entre os tipos de calor. É maldito aquele que ama e é correspondido. Tem que lidar com o coração dele, que é o dela; e deixar que ela cuide do coração dela, que é o dele. É idiota aquele que ama e é correspondido, fica perplexo na mais ínfima demonstração de amor. É humano aquele que ama e é correspondido, (...).
Entre amar ou ser amado, escolha os dois. É como escolher entre o inferno e o céu, queremos a tranqüilidade do céu no pecado do inferno.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Dos aniversários
Mais que isso, uma garotinha estava a comemorar seu aniversário quando viu que sua mãe havia feito bolo de morango, aquele bolo de morango típico de festas, com muito recheio cremoso, massa “molhadinha”, sabor que explode na boca. A garotinha é claro que ficou feliz, mas teria ela ficado feliz se todo dia comesse aquele mesmo bolo de sobremesa? Por um lado esse bolo é bom demais para qualquer criança comum não gostar, mas toda a simbologia de que o aniversário, que por ser tão raro é especial, seria quebrada. Seria crueldade? Talvez, mas seria real. Esse problema do bolo de aniversário é só mais um problema aberto para profundas discussões filosóficas à respeito do que realmente é especial e vale a pena.
Outro sério problema de aniversário são as bexigas. Para que servem as bexigas? Você gasta todo o seu péssimo fôlego de típico urbano que aspira oxigênio tanto quanto fumaça de ônibus e ainda por cima ele todo é desperdiçado porque o único fim das bexigas é serem estouradas ao final da festa, além de aumentarem a sujeira que deverá ser limpa sempre no dia seguinte ainda por cima todo o seu sacrifício foi desperdiçado.
Voltando ao assunto do aniversário dos quase quarentões, é sempre um martírio ver que sua idade vai se aproximando dos quarenta e você ainda está solteiro(a), pior ainda, você já é casado(a)!! O pior dos aniversários de 36 anos é estar comprometido conjugalmente. Vive simplesmente no limbo intermediário da vida social, afinal, é velho demais parar ir a festas, e é jovem demais para não ir. Ir ou não ir, eis a questão. No final das contas acaba tudo em divórcio e em outro casamento, um mais maduro e mais consciente. Envelhecer juntos, comemorar juntos, chorar juntos, típicas coisas bregas que jamais saem de moda. Ou não, acaba em outro divórcio e uma velhice confortável apostando tostines enquanto jogam pôquer.
Melhor que isso só os aniversários da turma da terceira idade. Comemoram cada um que se passa como se fosse o último, mesmo porque há uma grande probabilidade que realmente seja, afinal a artrite piora a cada mês, e a cada check-up é uma nova doença. Houve um caso do velhinho que pegou caxumba, o pobre coitado já jazia em seus 84 anos e ainda assim pegou a caxumba de seu bisneto de sete anos. Ele achou que era uma nova papada que havia ali, e nem sequer resolveu procurar os médicos, afinal, por que procuraria um médico só porque sua papada inchou? No entanto, a papada diminuiu. Normal! Devia ser apenas líquido retido, ou o barbeiro deixara inflamar sua garganta por um serviço mal feito. A velha que ficou contente quando, sem querer, foi ao banheiro pegar papel para assoar o nariz e viu o marido tomar banho, com aquelas bolas enormes. No mesmo dia foi à Sexy Girls, uma loja de lingeries, comprei um corpete vermelho tamanho EXTRAGG, e foi para casa fazer a surpresa para o velho, na mesma hora o homem percebeu que devia estar doente. Eles se divorciaram três meses depois, e ela casou de novo com um senhor de 77 anos.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Solitário
O dedilhado de um coração solitário é uma sonata em dó maior, conta a história de um átrio e um ventrículo que se conheceram e se amaram; desaguando pingos de luzes para todas as partes, fundindo-se num só órgão e canção, cuja voz doce e delicada desafina a cada sístole mais forte e vibrante que percorre todo o peito. Entretanto a solidão não faz apenas sentir a companhia de si mesma, faz sentir a companhia do outro também, tal como a abstinência de todos os sentimentos possíveis e plausíveis de se ter um relacionamento que não seja monopessoal. Não seja a solidão solitária em si mesma, solidão é a companhia do surreal monofisista para alguém que a realidade é dura demais para suportá-la.
Solidão não é pura e simplesmente estar sozinho, é muito mais profundo que isso, porque às vezes não basta a companhia de cem amigos para tirar-lhe a solidão de si; às vezes, e só às vezes, apenas um coração mais solitário que si mesmo pode se tirar da solidão. Pobre do coração solitário, só ele sabe das dores de se ter uma companhia, um amor; só ele sabe dos medos de magoar e ser magoado, mal sabe o coração solitário que a dor de se ter uma mão para pegar é a dor mais feliz do mundo
sábado, 9 de agosto de 2008
Lágrimas são inflamáveis
Lembranças são um fardo que todo ser vivo carrega consigo. São fatos unilaterais marcados a ferro em no peito milimetricamente esquartejados por uma sádica divindade que tudo diz prever e acontecer.
Muitos dizem que a saída é esquecer, esquecer de sentir a dor, esconder a dor da vista, sim. Mas a dor se cala por pífios instantes antes de gritar desesperadamente por atenção, nisso é espancada até aprender que não deve se manifestar. Mas a dor é vingativa, espera um momento de fragilidade do ser para se libertar e pedir socorro. Melhor é deixar a dor livre, senti-la, compartilhá-la, movê-la e entendê-la. Sabe-se lá que coisas ela é capaz para libertar-se, melhor é ser amigo dela, enamorado dela.
Dor é a lembrança mais sublime que se pode ter. É quando se alcança a paz interna e a dor não mais traz consigo qualquer sofrimento. Lembranças dolorosas são as mais gostosas de ter, são elas que mexem com o coração, aquecem o sangue e deixam os olhos felizes. Lembrar da dor é lembrar de si próprio, lembrar do próximo.
domingo, 20 de julho de 2008
Saúde é uma droga
Médicos são criaturas completamente desprovidas de compaixão. Devem ser sádicos que têm suas necessidades satisfeitas ao ver o rosto de terceiros se distorcerem convulsionamente ao receberem a notícia de que têm pressão alta e nunca mais poderão saborear aquele torresminho às quartas. Sempre detestei médicos, a melhor notícia que ouvi da boca deles foi que eu precisava de um psiquiatra. Nunca fui ao psiquiatra, este deve ser o pior de todos, além de não nos trazer à realidade medíocre e cruel em que vivemos sem razão de ser, ainda nos diz que ela é uma invencionice de uma mente desfigurada e doentia.
Piores que os médicos só seus pacientes. Há vários tipos deles: o dependente, este quer receita para tudo e todos, não acredita na homeopatia ou curas alternativas, é altamente farmacológico, e, quando vai comprar a casa própria, a primeira coisa a se pensar é se o pronto-socorro fica a mais de dois quarteirões e, mesmo quando não fica, passa as horas vagas traçando planos de fuga para o pronto socorro nos mais diversos horários: tudo para que se chegue com segurança e rapidez. Há também os saudáveis, estes são tão detestados pelos médicos quanto os dependentes. Os saudáveis o são apenas em sua mente, apesar da febre de 40 graus, apesar do sangramento intestinal recusam qualquer recurso da medicina moderna alegando que está bem ou, quando realmente estiver passando mal, que aquele chazinho que sua avozinha costumava tomar vai o curar; com estes os médicos tem trabalho dobrado, não basta curá-los, tem de convencê-los de que precisam ser curados, e haja retórica! Os menos detestados pela sociedade médica são os conformistas, eles vão ao hospital como último recurso, não questionam o tratamento e cumprem tudo à risca, a culpa por ter tomado o xarope que o filho do farmacêutico dera dias antes é tão grande que eles não se sentem nem no direito de perguntar se vão ficar bem, apenas esperam que sim. E, por fim, há os realistas. Estes sabem que nada de que sentem é fruto de seu psicológico, sabem o que os medicamentos fazem em seu organismo e não basta a eles saber o nome da doença, querem tudo: como se adquire, se ela evolue, o que fazer, o que terão de deixar de comer. Os realistas sabem que não devem se automedicar, altamente calculista e frios, eles sabem que médicos, como seres humanos soberbos, são passíveis de erros. Realistas não vêem sentido no tratamento que salva sua vida tirando a própria vida, como é o caso da proibição daquele torresminho às quartas: “Oras, se eu comer eu morro, se eu não comer eu também morro, então...”.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Um pouco
Minha vida também lembra um pouco a sua, um pouco de morte em contraste comigo; um pouco de sabor em contraste ao cinza; um pouco de barreiras em contraste a sonhos. Eu que sempre tive um pouco de insossa, de chata e de pedante. Um pouco de tudo e sempre um nada. Sempre minha vida foi pouco grande e muito medíocre, pouco de aventura e muito de rotina. Um pouco avessa aos valores sociais, mas só um pouco, só o que me basta. Sempre quis um pouco de tudo, e sempre tive pouco ou nada.
Um pouco de nada é o que faz tudo. Um pouco de não-paranóia com um pouco de não-preocupação é o que dá gosto na sopa. Afinal, é melhor ter um pouco de não-tédio do que passar a vida procurando por uma felicidade inóspita.
Todas as pessoas dizem que são um pouco. Um pouco de tudo, de marceneiro, carpinteiro, ferreiro, ferrenhas, ferradas. As pessoas dizem: de louco todo mundo tem um pouco. Mas a verdade é que o normal é uma utopia criada pelo homem para se sentir menos distinto dos demais; e a verdade é que de normal ninguém tem um pouco. De bruxas e cavanhaques que entremeiam meus sonhos cavaleirescos ainda há um pouco de sanidade, o que me torna mais insana do que realmente sou. Mas o caso é que sempre estou e sempre posso mudar, mudar um pouco, mas que baste para tanger outros horizontes.
Ainda pouco é o que penso ou que o que deixo de sentir. Pouco, sempre é tudo pouco e mirrado nos corações e mentes humanos, conforme se abatem os pássaros mais altivos das montanhas para que se estabaquem nos vidros da realidade. Pouco é o sangue que percorre a cabeça, pouco é o sal que salga o mar, pouca é a morte em relação à vida, pouco é o céu que enjaula o ar. O universo é pouco, o calor do sol é pouco, o homem é pouco.
O pouco é uma palavra pouca, de poucas letras, poucos significados, no entanto, de muitas ilusões. Sempre gostei da palavra pouco, sempre quis pouco. Pouca tristeza, pouca mágoa, pouca raiva, poucos amigos verdadeiros, poucas alegrias intensas, escrever poucos textos bons. Algumas coisas me foram poucas, outras me foram fartas... mas acabo por lembrar sempre das poucas, são elas as que marcam, que ferem, que alegram. O pouco sempre é o suficiente, talvez a humanidade seja insatisfeita por sempre desejar o bastante, nunca o pouco.
domingo, 29 de junho de 2008
A dor
Os meses que antecederam foram os piores da minha vida, noites e noites soluçando por ouvir aquela tosse seca e baixinha que vinha de perto, que vinha dele. Uma dessas, ele veio na minha cama, pedindo socorro, e eu nada podia fazer. Essa sensação de impotência que era a pior de todas. Noites e noites pedi que os anjos o levassem de mim, sem dor. E sonhava, sonhava em poder trocar de lugar com ele, sacrificar-me em seu lugar. Quisera eu que um demônio ofertasse a vida dele em troca da minha alma, a venderia no primeiro instante para não ter perigo de pensar.
O dia que ele morreu foi o pior, por um lado eu não queria me separar do meu amor, mas por outro, vê-lo sofrer me angustiava e me fazia sofrer também. O corpinho inerte dele em meus braços não me saía das lembranças, como também me impregnou todos os momentos bons de nós dois juntos. Por um instante achei que ficaria à mercê, abandonada e sozinha, mas seu espírito sempre esteve comigo. E por mais breve que tenha sido sua presença, as lágrimas grossas e salgadas ganharam um outro sabor, de saudades e foi assim que um sorriso brotou no meu rosto. Quando a angústia se tornou alívio e a ausência se tornou presença, eu vivi, renasci.
domingo, 22 de junho de 2008
Crônica
Nada mais me satisfaria do que vê-lo feliz e bem, mesmo que isso custe a minha felicidade e a minha saúde, porque o amor puro é assim: é o bem-querer acima de tudo, é a falta total e completa de qualquer sentimento de posse, é o altruísmo elevado em seu grau máximo, é a felicidade própria baseada na felicidade do outro, é uma mais-que-amizade, tão verdadeira e tão oposta quanto possa ser.
Faria tudo de novo, daria minha vida caso fosse possível, tão somente para ganhar outro riso inocente. Tudo, mas absolutamente, tudo que fiz foi pensando em você, no seu bem-estar e na sua felicidade. Ainda que sua ausência me estraçalhe a alma como um espelho atirado ao chão, sinto-me inteira por sua vida não ter sido em vão. Ainda que minhas lágrimas sejam insuficientes para fazer-lhe aquecer meu espírito gelado de dor, pranteio sua ausência como que para expurgar meu amor.
Sinto-o tanto quanto é possível, pego-lhe em sonho, no meu colo e o abraço tão forte como se o mundo fosse acabar. Minha vida ganhou outro sentido, o de honrar seu nome e fazer-me feliz como sei que gostaria, o de reconhecer-lhe em meu rosto a cada relance no espelho, o de sentir-lhe perto e quente como dantes.
Amo. É a mais pura verdade, que nem a morte acabou com meu amor. Só fez aumentar as alegrias e os risos. Afinal, que é a morte perante o amor? Apenas um pequeno detalhe perante tanta magnitude. O fim material nunca será suficiente para declarar o fim espiritual; ainda que eu sinta eternamente sua presença.
domingo, 18 de maio de 2008
O viver do homem
Quanto medíocre é o homem.... todo em seu universo com sua utópica onipotência sentindo-se no topo de sua magnitude. Sim, o homem está no topo... da arrogância, do egocentrismo. O homem é egoísta, e nada mais pode ser pior que isto. O homem de tão egoísta sofre, entretanto o homem gosta de sofrer, sente paixão pelo sofrimento. O homem ama a dor. Tanto mais dolorosa a vida, mais intensa e apaixonante foi. O homem não busca a felicidade, nunca buscou; e sim, suas chagas... suas fendas exteriores. O homem ama sofrer... tanto que tem medo de morrer por não saber se seu sofrimento continuará; acaba sofrendo por morrer... se submetendo aos mais asquerosos atos para não deixar de viver e, conseqüentemente, sofrer.
O homem é o ser que mais ama a vida, o menos inconformado. É claro, que há os realistas... estes se suicidam na primeira oportunidade. Há aqueles que julgam não sofrerem: falácias da vida moderna. Outros julgam sofrerem mais, apenas incompreendidos que não sabem ser o sofrimento igual a todos. Sim, igual, como não haveria de ser? Alguns sofrem mais pela morte de seu cachorro que pela doença degenerativa de seu tio, então, para estes, o cachorro morreu e seu tio permanece. Há também os mais medíocres, aqueles que têm consciência de seu sofrimento e mesmo assim são alegres, felizes, não. Ninguém é feliz; posso provar, não existe felicidade nesse mundo, pois esta foi completamente devorada pela ambição.
Hei de terminar minhas mágoas com a realidade que não inventei por aqui... antes que eu deixe de ser medíocre, caia na realidade e esta se torne uma obra póstuma.
Eu
O mundo me subtrai de sua órbita me arremessando para a estratosfera. E de lá miro minha insignificância perante o tempo-espaço que corrompe toda uma história de sangue e lanças; e percebo minha raridade em ver o que devia ser vendado, e o é aos olhos da massa medíocre. Sorte? Eu diria que não, às vezes é melhor ser medíocre e aceitar tudo com naturalidade a sentir-se pingando eternamente como uma clepsidra; no entanto, entregar-se à alienação não é a solução, e não me fará deixar de sentir o mundo.
Minha pífia presença não me permite curar as feridas que tenho abertas. E, mesmo que permitisse, não as ia querer curá-las, seria a extirpação da minha única sensibilidade ao mundo, mesmo que esta seja causa de dor.
Minha insatisfação, descubro agora, verte da inesperança de ter qualquer esperança algum dia; e o tempo-espaço me molda como areia ao vento molda a montanha, mas eu não sou montanha, sou mármore corroído pela acidez de uma chuva salgada de caos
sábado, 10 de maio de 2008
Crônica da Separação
Às vezes a vida é o que não parecia dever ser. E nos acomodamos de tal forma que não percebemos que ela passa e leva embora nossos sonhos, nossas alegrias. Nisso formam-se chagas incuráveis que hão de sangrar eternamente mesmo que a dor do punhal perfurando as entranhas passe. E o sangue, mais rubro que o próprio sol, corrói a pele pelos poros até que a própria pele se torne sangue, um sangue incolor e salgado que deságua em forma de amor até o coração.
Às vezes a vida leva o que nos era de melhor para um mundo oblíquo, e o rastro desse arrastar de ponteiros e passos fica cravado a ferro na nossa mente, para jamais ser esquecido, apesar de nunca ser lembrado. E o nosso melhor deixa o vazio em seu lugar, e este toma forma e corpo, aumenta de densidade e vai se apoderando do todo; e quando chega nas lembranças mais ternas e pueris se desfaz, em risos entre prantos, em sorrisos entre lágrimas, em amor em meio a dor.
Às vezes a ausência é o único caminho para a presença; que é quando se sente quando não se há, quando se abre ao se fechar, quando a desfeita vira uma feita transversa. E nesse ponto a única solução é a solidão, para evitar que se fique solitário; então há a evocação... e a partir daí apenas o adeus é benvindo e celebrado, apesar da dor aparente, sua razão é pelo amor, mais puro do que nunca, quando supera a si próprio abraçando o altruísmo egoísta, que é quando o seu melhor para a ser o melhor do outro.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
O desescritor
O descritor desescreveu o descrito de um desescritor que desalento descreveu o descritor

