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sábado, 9 de junho de 2012

A bolacha

É a sensação de ser a última bolacha do pacote...
quebrada
murcha
úmida
dessaborosa
e difícil de arrancar do pacote,
ainda mais porque a fome já foi saciada.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

L'amore

É a brisa que paira e derrama sua chuva
sobre meu coração, antes seco,
e que agora transborda néctar e sucos


Às vezes aparece um ou outro beija-flor
que me encanta com sua solidez em pleno ar
e que me faz me sentir menor que sua pena
tal sua grandiosidade


O beija-flor sempre retorna, por mais que goste dos outros jardins
E nunca me deixa
e sempre retorna
como que para me enfeitiçar. 


Mas um dia o beija-flor vai embora
e é o ciclo da vida, 
para que não falte néctar a seus filhos. 


E eu sigo...
No jardim do meu coração
abalado pela garoa incessante que o alimenta


Encontro uma bromélia
Uma maldita bromélia no meu coração
como eu desejei que nascessem cravos e mais cravos
mas só nasceu a bromélia, no alto do ipê. 


Fico escondida aqui, no meio do jardim
crente de que ninguém vai me perceber
disfarçada no meio das flores azuis...

sábado, 31 de março de 2012

Estrela cadente

E a estrela escolheu ser Sol.
Ter a Terra, o Marte e a Vênus circundando-a,
E Plutão, Saturno com seus anéis e Netuno desejando polegadas de mais proximidade,
E Mercúrio, que de não resistir se queimou.
E a estrela reclama que queima, que é só.
Mas ela sabia como é vida de estrela,
não é, afinal, só autógrafos e champagne Le Balayeur;
não é, afinal, só sorrisos e risos e contação de histórias da carochinha
É rotação, é girar até perder o equilíbrio,
É ver todos que procuram tua luz, e não ter ninguém que te ilumine.

C'est la vie, ma étoile filante.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Oi google

Hoje é um daqueles dias, que eu me sino invisível, que só me resta você para me observar. Sabe, é um daqueles dias que eu acho que ninguém me nota, que ninguém percebe que estou oca, e me mesmo que perceba, ignora, faz de conta que não vê.

Hoje é um daqueles dias que eu cansei. Cansei de ser tratada com somenos importância. Cansei de me sentir um tapete, que ninguém deseja desfazer-se, mas ninguém preocupa-se em repará-lo. Cansei da minha tinta invisível.

Hoje é um daqueles dias que eu queria reconhecimento por tudo que faço, e a fila das críticas pelo que faço de ineficiente ficam para amanhã. Mas eu sei que não vem... raramente vem.

Talvez a minha contrariedade a essa pequenez que a vida me impôs não seja ilusória e eu esteja reclamando a toa, mas é apenas um talvez.

domingo, 4 de março de 2012

Mio cuore si stringe quando te chiedo per rimanere insieme a me e tu scopri che sei libero...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Uma pedra

Hoje eu sinto que está tudo bem
que posso atravessar a pedra
que tapou o meio do meu
caminho
E que posso movê-la para o passado
to forget and to forgive
como diz a música.

E eu posso seguir em frente
e se eu olhar para trás
sorrirei
porque deixei o atrás para trás.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Hoje eu estou azul
Não como é o céu
nem como é o mar
Mas é o meu azul
não muito claro, nem muito escuro
Não resplandece
Nem ilumina
É um azul inotório
É um azul não-azul
Quem ninguém se dá ao trabalho de perceber.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Eu sei que me deixo levar pelo passado
e pela minha tristeza que insisto em reter
junto ao meu coração.
Mas não é por mal,
é a minha natureza - disse o escorpião.
Eu sei que falho, e não são poucas vezes
eu sei,
não precisa me dizer
nem com os olhos.
Mas as coisas não funcionam assim,
palavras são só palavras
e o que mantém meus músculos firmando meus ossos
são ideais, como V disse no seu filme.
Eu não quero te fazer sofrer
nem ser uma muralha
Mas eu não tenho opções
que não sejam ruins
Perdão, Amor, eu sou assim
eu tenho a capacidade de corromper até você,
o sentimento mais lindo do mundo.
Perdão, Amor, eu sou assim
na ânsia de lhe ter, te afastei de mim.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pois é, lá se foi mais um dia. E graças ao céus que ele se foi, no mais o estresse me agulha os ossos das pernas, e faz com que me arraste à todos meus compromissos. Aliás, só chamo de compromissos para que eu me deixe levar pela preguiça de ficar em casa, dormir e esquecer que existo, esquecer que sou ignóbil.

Odeio sentir ódio, esse sentimento me corrói por dentro como se fosse um ácido forte borbulhante e derretendo tudo que toca. Mas teria eu escolha? Se escolhi ser humana me sujeitei a todos os sentimentos passíveis dos seres sensíveis,, pois então que venha a raiva, o ódio... e que me agrida, da forma mais severa possível porque eu não consigo. Pois é, sou uma covarde, mal tenho forças para me levantar da cama, não me exijo capacidade para estapear minha própria face, apesar de ser muito merecido.

Deve ter algo de podre dentro de mim, e eu acho que meu interior funciona como um saco de laranjas, o que há de podre apodrece o seu entorno, e consecutivamente em escala exponencial. O que será que já foi apodrecido dentro de mim por esse ódio? Antes fosse sangue... saindo por todos meus poros, escorrendo pelas minhas mãos, mas é ódio.

Mas desconfio da causa do meu mal-estar, mas não será hoje que publicarei isto, leitor. Agradeço a paciência, mas hoje deixo a critério de tua imaginação. E que agora venha a tristeza!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

La douleur...

Non so piu che mio core sostegna, la dolore cammina per mio ventre e brucciame.
Che posso fare? Niente. Solo ammirarte lontano.
Io te voglio tanto bene, ma e tu? Me vuoi bene anche?
Non lasciarmi, te chiedo. Ma e dopo? Tu mi laceri.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Non legere questo mai!

Io mi sento cattiva oggi,
Cattiva perchè te voglio vicino a me
E tu mai sarai
Io te capisco, mio bello.
Non lo so se io sarei vicino a una persona come io
Ma io so che saro sempre vicino a te
Se tu me permetti, è chiaro.
Non te preocupare com che quello che io vedo
Vieni qui, dove io posso abbraccialo

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Eu choro, minhas lágrimas lamentam esse mundo de dor. Choro pela crueldade humana, choro pela insensibilidade com que a vida é vista. Choro porque não fui capaz. Choro porque meu atraso tem as piores consequências possíveis, mas que não me afligem, como seria o devido. Eu choro pelo mundo em que vivo, impossibilitado de mudar.